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Paris - Exposição individual / Novembro de 2007
Galeria do Château d'Ars - Julho/Agosto de 2009
La Châtre - (France) Exposição individual « Oscar, Joni, Stanley, Rickie Lee, George, Kate et autres corps et âmes hantant les lieux du Monde » (Oscar, Joni, Stanley, Rickie Lee, George, Kate
e outros Corpos e Almas assombrando os lugares no mundo)

 

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“Sur La Trace des Versants Ouest”.
O tema.

“Nos Rastos das Vertentes Oeste" é uma série de nove telas inspiradas pela composição "Traces of the Western Slopes", escrita por Rickie Lee Jones e Sal Benardi em 1981.

Uma balada sensorial no meio das Vertentes Oeste, contrafortes da Califórnia e últimos vestígios das Montanhas Rochosas que, antes de se abismar lentamente no oceano Pacífico, enfeitam Los Angeles com mil reflexos, somando o brilho das estrelas ao tremeluzir da cidade.

Um poema de divagações, através da Cidade dos Anjos caídos. Algumas evocações fugitivas de Rickie Lee Jones, a imensa instrumentista americana, compositora e performer, uma personalidade perdida nas paisagens tão peculiares da megalópole da costa Oeste, com suas avenidas sem fim e ruas brilhantes, suas auto-estradas e seus trevos invasivos – estes últimos simbolizando, naquela série de pinturas, as almas e os corpos que se cruzam por um tempo e, em seguida, bifurcam-se inevitavelmente e se separam -  a sina de que todos os choques humanos acabam por se encontrar em algum momento, inexoravelmente.  Um tema recorrente na obra de Rickie Lee Jones.

Comentário do pintor: "Traces of the Western Slopes" é uma obra musical fragmentada, multi direcional, na intersecção de vários estilos - rock, blues, jazz. É uma espécie de divagação musical atmosférica, bastante sofisticada em sua construção, como uma viagem do vagabundo-do-coração através das sombras contrastadas e as luzes artificiais das Vertentes Oeste, concomitantemente violenta e frágil, ampla e sincopada, sussurrada e gritada, sinfônica e brutal, muito forte, sedosa e afiada. Uma composição em forma de quebra-cabeça. Tentei fazer pinturas que se parecessem com  esta música.”


"Nos rastos das Vertentes Oeste" foi apresentada na galeria ArtAvantage (exposição solo, Paris - novembro de 2007), no Espaço cultural do Castelo de Ars (La Châtre, Indre - julho/agosto de 2009 - exposição solo "Oscar, Joni, Stanley, Rickie Lee, George, Kate e outros corpos e almas que assombram lugares do Mundo") e na galeria Dubois Friedland de Bruxelas (exposição de grupo « Top Départ », Bélgica - Março de 2010).


Texto do convite da exposição "Sur la Trace des Versants Ouest" (2007)

Ela é uma Runaway, uma refugiada de lugar nenhum, na corrida pra Tinsel Town (adeus Chicago, Olympia, Frisco, next stop: Coolsville?). Ela perdeu seu rumo nessas estradas. Um barco  muito doce virado de pernas pro ar pelos ventos da vida, ela nunca soube a onde ela pertencia, teve seu coração roubado por todos esse piratas assaltando os declives de seu vulcão, rasgando suas velas em pedaços e deixando-a um navio naufragado num mar de asfalto – pooh !  foram-se com o vento esses cowboys voadores, desapareceram esses lucky guys. Então o que ela poderia fazer senão tirar uma consolação de seu piano, com sua-voz-de-menina-perdida-que-sussurra-sua-voz-de-tigresa-que-rosna-sua-voz-molhada-que-chora-e-acorda-o fantasma-Armstrong-do-fim-do-fundo-da-garganta, essa voz que tem às vezes entonações de buzina desmoronada que passa ao longe, que a velocidade já levou, e que deixa você atordoado por causa de tanta raiva, tantos hematomas, tanto blues e todo aquele jazz. Isso é como ela é, e isso é o que ela escreve e isso é como ela canta - provocante, bela, sensual, violenta, imprevisível, sussurrada, única, atmosférica, ela tem um descaramento incrível apesar de se esconder atrás dos seus chapeuzinhos engraçados e suas meias-luvas de redinha, é o começo dos anos oitenta, a linda estrela dorme sob suas semelhantes sobre Venice Beach e pede carona nas ladeiras das highways que estripam as luzes de Downtown L.A. antes de se abismar (sumir) no Pacífico, e lá, por milagre, está ele na frente dela - seu personal, personal, personal friend, desde 1981, vinte e seis anos desde que Sal desceu destas Western Slopes, um bom momento desde que ela monta nesses Cadillacs, mentindo para o seu anjo da guarda com seu chapeuzinho engraçado com uma pluma, e ele debaixo dos seus eternos bonés. Você ouve a música desses dois? Traces of the Western Slopes. Não é mais uma música, é uma obra-prima. É só perguntar pro Edgard Allan Poe, ele vai confirmar... ah, o número não responde mais? Johnny Johnson foi embora sem deixar endereço? Perdemos seus rastros nas vertentes oeste da América, só ressoa o sinal do piano, do baixo, das percussões e do trompete, ondas sonoras que te submergem, up tempo, fragmentadas, panorâmicas, e de repente só nos resta a lenda, Sal que faz malabarismos com o crash das estrelas, bing, bang, no fundo das grutas dos seus olhos. Seus olhos? Os olhos dela, é claro. Rickie Lee Jones.

Jacques Benoit

RICKIE LEE JONES - documentação
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Galeria ArtAvantage

Château d'Ars - Julho / Agosto de 2007

 

Exposição individual « Oscar, Joni, Stanley, Rickie Lee, George, Kate et autres corps et âmes hantant les lieux du Monde »