ELEGIE

 

 

 

 

Elegie é uma canção de Patti Smith que faz uma homenagem aos falecidos que ele amou ou admirou, e, às vezes, ambos.

Todos aqueles que talharam a sua humanidade e participaram do nascimento e desenvolvimento da sua carreira artística.

Na tela que eu criei, eu considerei apenas aqueles que a inspiraram e aqueles que ela admirava, deixando de fora os outros, que pertencem a sua vida privada.
Eu respeito a vida de Patti Smith, e o luto provocado pela partida daqueles que lhe eram próximos a ela, e a quem ela amou. Por isso, eles não poderiam, certamente, se tornar objetos da minha pintura.


Na areia da praia, as nossas pegadas desaparecem, efêmeros traços rapidamente apagados pela maré que monta e submerge todo grão de amor, de amizade, de vida; mesmo a luz da memória se torna nebulosa, vacilante e se apaga, num eco misto de trompetes e violinos distantes, que o vento, soberano do Mar Eterno, leva consigo.

Permanece o silêncio.

 

 

 

 

 

 

Trompetes, violinos,
eu os ouço na distância
E a minha pele emite um raio,
mas eu acho triste, muito ruim mesmo
Que os nossos amigos
não possam estar hoje conosco.

Patti Smith
Elegie – Horses

 

 

Eu vi coisas… que vocês não acreditariam.
Naves de combate em chamas nos ombros de Orion.
Eu vi raios C brilhando na escuridão perto do Portão de Tannhäuser...

Todos esses momentos se perderão no tempo, como lágrimas na chuva.

Hora de morrer.

Rutger Hauer 
Como Roy Batty,
no filme Blade Runner de Ridley Scott

Elegie