Inicio




Orly
(Sud)



Brasilia



Trois
Traces
d'Oscar




Sur
la trace
des Versants
Ouest





World
Trade
Center




Joni
Mitchell



Divers
Miscellaneous
Diversos
Varios
Verschiede
Coquetel de abertura de
"Três Traços de Oscar"
Espace Niemeyer
17 Novembro
de 2006
David
Bowie
Divers
Miscellaneous
Vários
(Like)
(Compartilhar)
Paris- Place Colonel Fabien - Espace Niemeyer
Sede do Partido Communista Francês
Bobigny - Sede da Bolsa de Trabalho
Saint-Denis - Antiga Sede do Jornal "L'Humanité"

Três Traços de Oscar. A Exposição.

Entre 1967 e 1990, Oscar Niemeyer, artista, poeta, filósofo, escritor, arquiteto e acessoriamente o arquiteto mais inovador e mais emocionante do século XX, criou na região Ile-de-France três locais: a sede do Partido Comunista Francês em Paris, a Bolsa Departamental do Trabalho em Bobigny e a sede do jornal "L'Humanité" em Saint-Denis.

Estes três edifícios forneceram a inspiração das obras agrupadas sob o título "Três Traços de Oscar".

Assim, do 18 de novembro de 2006 ao 31 março de 2007, foi realizada no Espaço Niemeyer (sala de exposições da sede do PCF, Praça Colonel Fabien, em Paris) a exposição "Três Traços de Oscar", apresentando vinte-oito grandes telas e uma série de gravuras-monotipias.

"Três Traços de Oscar" permitiu em algumas dessas telas encontros inesperados entre o arquiteto brasileiro e outros artistas como as músicas, compositoras e artistas Joni Mitchell e Kate Bush, e o cineasta Stanley Kubrick.

Estas reuniões são um símbolo de algumas convergências entre a arte de Niemeyer, Mitchell, Bush e Kubrick, entre as quais poderíamos citar em primeiro lugar a singularidade de uma escrita artística incomum que cada um desses artistas desenvolveu na sua respectiva disciplina - arquitetura, música ou filme.

E, também, uma personalidade caracterizada pela demanda pela excelência e a recusa do compromisso em termos de realização artística, que eles consideraram e impuseram sempre, em todas suas jornadas.

 

Agradecimentos à Gérard Fournier, que fez existir esses "Três Traços de Oscar". E à Yvette Chapochnik. Por estar presente.

Trecho do catálogo da exposição.

(...) Nesses quadros, minha intenção era evocar as três obras sob todos os aspectos, sem distinção. Não queria, por exemplo, priorizar as partes externas em relação aos espaços internos, nem excluir determinadas facetas menos conhecidas para privilegiar as que já tinham notoriedade universal. Meu objetivo era fazer uma homenagem a todos esses "momentos" das construções, detalhes que teria sido mais cômodo esquecer por preguiça, desânimo ou falta de visão, mas cuja ausência teria necessariamente intrigado aqueles que apreciam e conhecem as obras de Oscar Niemeyer – e que são legião.

Haveria então tantas pinturas quantas são as facetas, tantas interpretações pictóricas quantos são os aspectos? Sim – pelo menos tentaríamos.

É claro que, hoje, ao olhar o conjunto da produção, me dou conta de que a meta não foi alcançada. Um objetivo impossível de cumprir, visto o prazo de que eu dispunha (menos de 12 meses dedicados ao projeto), e sobretudo diante da dimensão do projeto.

Mas era preciso, apesar de tudo, começar por algum lugar e se propor a fazer tudo, pois é somente quando fixamos grandes objetivos que podemos alimentar a esperança, ao final, de restituir nem que seja um pouco dos sonhos iniciais que fazem com que a alma entre em ebulição e que os instrumentos – tela, desenho e cores – se agitem quando nada ainda existe, quando a página da imaginação ainda está branca, quando o espaço da tela ainda está virgem.

Assim, os quadros deviam refletir todos os ângulos – todas as curvas – concebidas por Oscar Niemeyer.

Em minha imaginação, esses quadros deviam, se possível, surpreender pela maneira de abordar as obras do arquiteto. Fazia questão também de tornar meus os locais explorados – penso que um mínimo de ambição é necessário a todo trabalho artístico –, mas também, e acima de tudo, fazia questão de que os quadros fossem precisos.

Ou seja, precisos em relação às proporções, às dimensões, aos materiais, às cores e aos diversos aspectos que o arquiteto imaginou e buscou.

O fantástico, o inesperado, a poesia, a violência, o paradoxo, o simbolismo, a vida, a sensualidade – todos esses adubos da criatividade seriam utilizados por mim. Alguns, como sempre, me colocariam a seu serviço, e não o inverso. Mas havia uma coisa em relação à qual eu me recusava a fazer concessões: a precisão em relação à expressão das obras.

Quando se tem a chance de pintar sobre um tema e um material como esses e sobre uma obra arquitetônica tão excepcional, é o mínimo que se pode fazer.(...)

Jacques Benoit
Setembro 2006

Véronique
Sanson
(Hollywood)
Elton
John
Joni
Mitchell
Sur
La Trace
Des
Versants
Ouest
(Rickie
Lee
Jones)
horses
visions
World
Trade
Center
Trois
Traces
d'Oscar
Brasilia
Orly
(Sud)
Início